Paraty, Rio de Janeiro (Brasil)

Paraty, Rio de Janeiro (Brasil)

Entre viagens de trabalho pelo Brasil decidimos explorar a sua costa atlântica e a primeira paragem foi Paraty, uma vila colonial no litoral sul do Rio de Janeiro com bastante história. Hoje escrevo acerca dessa vila maravilhosa, mais concretamente do seu centro histórico, da sua calçada, do seu labirinto de casas coloridas, das experiências que por lá passei. Mas vamos começar do início! Partimos de São Paulo num ônibus da companhia de viação Reunidas Paulista pelas 8h de um sábado. Apesar das 6 horas de viagem até Paraty esta acabou por ser bastante confortável nos assentos da frente do ônibus. As vistas são fantásticas durante toda a viagem desde as chácaras no interior de São Paulo à entrada no estado do Rio de Janeiro pela serra da Bocaina. Pelo meio a viagem é feita junto ao litoral passando por bonitos areais banhados pelo atlântico.

Após algumas paragens pelo caminho para enganar a fome e esticar as pernas chegamos à estação rodoviária de Paraty passava das 15h. Na chegada, a cidade de Paraty esconde toda a beleza do seu centro histórico atrás de uma povoação típica brasileira, com as suas ruas movimentadas, lojas diversas e casas sem o glamour de uma vila colonial. É necessário percorrer algumas ruas em direção à costa para se entrar na vila e aí tudo muda. A vila está ladeada por correntes que fecham as ruas ao trânsito, a estrada dá lugar a uma calçada bastante sinuosa que dificultou demasiado o nosso percurso até à primeira estadia na vila.

A primeira paragem foi uma Guest House chamada Casa das Flores bem no centro da vila. Bastante simples e simpática com os tons amarelo e azul bem predominantes na arquitetura. Fomos muito bem recebidos e entregaram-nos a chave da casa para podermos entrar e sair à vontade. Após uma viagem onde passamos por chuva e o desconforto da frescura da serra a entrada na vila foi feita debaixo de bastante calor o que, à chegada à Casa das Flores, convidou a um bom duche fresco para relaxar e vestir algo fresco. Essa foi a preparação para uma primeira visita à vila e um jantar de arranque das férias.

Aí, sem malas a atrapalhar nem a preocupação de encontrar a casa, pudemos conhecer um pouco da vila e o que vimos foi um centro de uma vila turística cheia de história. As ruas estavam repletas de gentes admiradas pela beleza colonial do lugar. A arte e o artesanato eram predominantes no local mas passamos por algumas outras lojas e vários restaurantes. Pelas ruas encontravam-se também as vendas ambulantes com artefatos culturais e indígenas. Uma das lojas do local viria a chamar a nossa atenção mais tarde, totalmente dedicada a artefatos indígenas fez com que ficássemos bastante tempo deambulando por ela até comprar alguns itens de recordação, C.A.N.O.A. – Centro de Artes Nativas Originárias das Américas, sugiro uma visita. O jantar desse dia foi no Bartholomeu, para além da música ao vivo bem agradável a comida era muito boa, recomendo.

Reservamos o dia seguinte para uma visita de escuna às praias e ilhas da baía de Paraty, uma vez que o dia foi de um calor abrasador, algo que desapareceu nos dias seguintes. Mas sobre esse passeio conto-vos depois, assim como vos contarei com maior detalhe uma visita às cachoeiras e alambiques de cachaça que reservamos para outro dos dias da nossa estadia em Paraty.

Na Casa das Flores ficamos apenas uma noite, as restantes foram passadas na Pousada Arte Urquijo o que se tornou numa experiência formidável. Para além da simpatia de todos os que nos receberam a arquitetura da casa era perfeita e a decoração fazia-nos sentir numa autêntica galeria de arte. O quarto, onde predominava a madeira e o aspeto antigo, tinha uma varanda que nos proporcionava uma vista maravilhosa da baía e dos barcos, com uma rede de descanso e coberta de flores. Em baixo conseguíamos ver a bela piscina da casa junto à qual era servido o café da manhã. Aconselho claramente uma estadia na pousada e não se esqueçam de pedir no café da manhã o crepe de manzana deles, ficamos apaixonados ao ponto de pedirmos a receita mas era um segredo da casa.

Na gastronomia da vila sentimos bastante a influência da cozinha italiana. De todas as nossas experiências destaco o Quinal das Letras com uma comida muito boa e requintada, um bom vinho e um Steinhäger bastante saboroso a fechar a refeição, o Sarau junto à Praça da Matriz onde o ponto alto foi a música ao vivo bastante animada, acompanhada à mesa por alguns petiscos e o Pippo, um dos últimos que experimentamos, um restaurante italiano de qualidade, um ótimo almoço.

Podem encontrar algumas fotos da vila no meu Portfolio através do menu superior ou clique aqui para ser redirecionado para a galeria.

Durante a viagem efetuei igualmente algumas filmagens que compilei num vídeo. Esta não é claramente uma área que me seja familiar portanto, não esperem um bom vídeo, mas vejam caso tenham curiosidade em conhecer o movimento das ruas de Paraty.